O livro ilustrado dos maus argumentos – Ali Almossawi

Este livro é um guia para aqueles que gostam de discutir e debater nas redes sociais. O autor, apresenta de forma didática, com analogias e ilustrações, os 19 principais erros de argumentação, que pode levar aqueles que não dominam o raciocínio lógico a acreditarem em argumentos falsos, ou mal elaborados. Segundo o autor:

“[…] formalizar o raciocínio traz benefícios como clareza de pensamento e expressão, aumento de objetividade e autoconfiança. A capacidade de analisar os argumentos dos outros também ajuda a perceber o momento certo de se retirar de discussões infrutíferas.”

Por meio da lógica, poderemos verificar a consistência e coerência dos argumentos apresentados e julgar o que nos parecer mais aceitável. Ele ressalta que a lógica não é a única ferramenta para os debates e indica outras como a retórica, ônus da prova e a navalha de Occam, não tratados no livro. Abaixo os 19 erros explicados pelo autor:

  1. ARGUMENTO A PARTIR DAS CONSEQUÊNCIAS:

Refutar ou defender uma declaração apelando as consequências que ela teria se fosse verdadeira (ou falsa).

appeal_to_consequences

2.FALÁCIA DO ESPANTALHO

Atacar o argumento adversário de forma a deturpá-lo, simplificá-lo, ridicularizá-lo. Exemplo: “Segundo Darwin, o homem veio do macaco”. Esta afirmação desvirtua a teoria de Darwin, a qual considera homens e chimpanzés oriundos de um ancestral comum há milhões de anos.

  1. APELO A UMA AUTORIDADE IRRELEVANTE

Este erro se demonstra pela atribuição de um ideia a uma autoridade não especializada no assunto ou descrita de forma vaga, como um “coletivo indefinido”. Como muitas reportagens que atribuem tal teoria a “cientistas ingleses”, por exemplo.

  1. EQUÍVOCO

Altera-se o sentido de uma mesma palavra em um único argumento, usando de diferentes significados para defender uma conclusão infundada.

equivocation

  1. FALSO DILEMA

O falso dilema apresenta apenas duas alternativas possíveis. Exemplo: “Ou você é de ‘direita’ ou é de ‘esquerda politicamente”, quando na verdade a pessoa pode ter outras ideias ou nenhuma.

  1. CAUSA QUESTIONÁVEL

A causa de um evento é decorrente de um fato anterior ou simultâneo àquele evento, mesmo sem provas.

not_a_cause_for_a_cause

  1. APELO AO MEDO

Um resultado assustador é apresentado, sem fundamentos, como o único possível se determinada ideia não for aceita. Exemplo: ” Se a Reforma na Previdência não for aprovada, não só os atuais trabalhadores serão prejudicados no futuro, bem como os que já estão aposentados hoje”.

  1. GENERALIZAÇÃO PRECIPITADA

Tirar uma conclusão com base em uma amostra muito pequena para ser representativa.

hasty_generalization

  1. APELO À IGNORÂNCIA

Algo é verdadeiro simplesmente porque não foi comprovado como falso. Ou a incapacidade, ignorância de a pessoa acreditar em algo levam a acreditar que aquilo seja falso.

  1. NENHUM ESCOCÊS DE VERDADE

Alguém faz uma generalização sobre certo grupo e depois é desafiado com evidências que o desmentem. Exemplo: – Hitler foi o líder da raça ariana. – Mas os arianos não seriam fortes, louros, com olhos azuis? Além do que, Hitler nasceu na Áustria. – Ah, mas anteriormente a Áustria era parte da Alemanha.

  1. FALÁCIA GENÉTICA

Uma ideia é desvalorizada, ou defendida, em virtude de suas origens. Exemplo: O Brasil não evolui por que foi colonizado por portugueses, ao contrário dos EUA, colonizados por ingleses.

  1. CULPA POR ASSOCIAÇÃO

Desacreditar uma ideia associando-a a uma pessoa/grupo mal visto.

  1. AFIRMAÇÃO DO CONSEQUENTE

Em lógica, há o argumento formal “modus ponens”, que indica:

a.JPG

Deturpar essa fórmula seria afirmar que quando o consequente é verdadeiro, o antecedente também é, o que não é necessariamente verdade.

affirming_the_consequent

  1. APELO À HIPOCRISIA

Apontar a contradição entre o argumento da pessoa e suas ações/ideias anteriores.

  1. BOLA DE NEVE

Desacreditar uma ideia indicando que sua aceitação levaria a uma série de efeitos indesejáveis.

slippery_slope

  1. APELO À POPULARIDADE

Argumentar que a verdade é aquilo que é aceito pela maioria.

  1. AD HOMINEM

Atacar a pessoa, ao invés da opinião dela, para desmerecer a ideia apresentada.

  1. RACIOCÍNO CIRCULAR

A conclusão é obtida a partir das premissas, repetindo-as ou alterando palavras. Exemplo: “Você deveria acreditar em Deus, porque ele manda os ateus para o inferno”.

  1. COMPOSIÇÃO E DIVISÃO

Na composição, atribui-se a um grupo todo uma característica individual, presente em seus membros. Na divisão, ocorre o contrário: uma característica do todo é atribuída aos indivíduos.

xoxo

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