O nome da rosa – Umberto Eco, uma experiência em audiobook

Primeiro livro que leio de Umberto Eco, e na verdade ouço, pois também foi minha primeira experiência com um audiobook!

Resolvi adicionar audiobooks a minhas leituras para descansar os olhos e porque muitas vezes os ruídos externos atrapalham. A vantagem é que eu consegui “ler” e fazer outras coisas ao mesmo tempo. Uma desvantagem é que tive mais dificuldade para memorizar os personagens. Contudo, penso ser uma alternativa bem legal para quem consegue ser multitarefa.

O_NOME_DA_ROSA_1231269466B.jpgVamos ao livro. Lançado por Umberto Eco em 1980 foi um enorme sucesso e logo virou filme. E foi deste filme que assiste a muitos anos que tive vontade de ler o livro. A história passa-se em uma abadia italiana no ano de 1327 – época de Cruzadas e Inquisição. Ali chegam o frade Guilherme de Baskerville e seu pupilo Adso, que narra a história. De chegada, Guilherme demonstra seu talento com deduções ao orientar os confrades sobre onde encontrar um cavalo fugido.  Por isso, o Abade pede seu auxílio para solucionar um crime ocorrido há pouco: um dos monges foi encontrado morto na neve. Guilherme passa a ter liberdade para questionar os monges sobre o ocorrido e circular pela abadia, com exceção da biblioteca. Justamente esta ressalva instiga sua curiosidade. Nela só é permitida a entrada do bibliotecário. Mas, os dois visitantes descobrem uma passagem secreta e passam a visitá-la à noite. O local revela-se um labirinto, um paraíso das obras raras e cheio de armadilhas esperando visitantes não permitidos.

A partir daí a história se desenrola como um romance policial, no qual Guilherme e Adso vão descobrindo os mistérios da abadia e os pecados dos monges.  Sete monges morrem em sete dias, e Guilherme chega a considerar a ideia proposta por um monge de as mortes estarem relacionadas ao livro do Apocalipse. A abadia recebe a visita de um grupo de monges, dentre eles um inquisidor, ligado ao Papa e chegam a instaurar um breve tribunal na abadia, tendo em vista que um monge foi pego em suas heresias. Ao longo da história Guilherme descobre um livro misterioso, uma sala secreta na biblioteca e uma falha na cronologia dos bibliotecários que passaram pelo mosteiro. Adso vai aprendendo com seu mestre como utilizar o método científico e por fim, Guilherme e Adso encontram-se que com o “assassino”, mas estão à beira de um desastre eminente.

OPINIÃO:

No geral a história é muito boa, mas me decepcionei com vários pontos. No decorrer da história há longas listas de substantivos, pensem em uma relação de oitenta nomes de animais, é de cansar. Outro ponto é que há vários trechos e frases em latim, e mesmo consultando no ebook do Kindle não encontrei tradução. Além do que, apesar de gostar muito de histórias de Inquisição, considerei o livro bem maçante em alguns pontos (não me trouxe novidades sobre o assunto, ou contexto histórico). O livro inicia com um manuscrito do autor, no qual ele narra como surgiu a ideia do livro, das referências e sobre o estilo utilizado. Nem cheguei a terminar de ler essa parte, aliás foi daí que surgiu a ideia de ouvir o livro, pois senti que não teria paciência de lê-lo. Não sou de desistir de leituras, talvez tenha sido a escrita ou o tema, só sei que o “santo não bateu”. O que não significa que vá tirar Umberto Eco da minha meta de leitura.

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